Um Problema: O paradoxo (dilema, contradição) balístico(a)


#1

Um ponto “A” insere projéteis, outro ponto “B” insere alvos.
Os projéteis são capazes de perseguir os alvos, ou seja:
Cada projétil inserido persegue o alvo inserido mais próximo a ele mesmo.
Se, por uma razão de elegância econômica, os projéteis e as os alvos inseridos
forem cópias instanciadas, esta situação tem como não representar ̶u̶m̶ ̶p̶a̶r̶a̶d̶o̶x̶o̶ ̶ uma contradição
ainda que tenhamos múltiplos pontos de inserção para projéteis e alvos
(A, B, A1, B1 A2…)?


#2

Xover se entendi:

O que isso implica? Eles precisam seguir a mesma trajetória, eles compartilham massa, ou algo assim?

Qual o paradoxo que estamos tentando evitar? Um projétil ter dois alvos equidistantes e não poder decidir entre eles?

Outras dúvidas:

  1. Uma vez inserido, um alvo se mexe?
  2. Se vários alvos estão no mesmo lugar (já que vieram do mesmo ponto), um projétil acerta todos quando colide com um deles?
  3. Uma vez que um projétil elegeu um alvo, ele pode mudar? Por exemplo, quando outro alvo aparece mais perto que o anterior?

#3

Oi Wil valeu vamos lá:

O que isso implica? Eles precisam seguir a mesma trajetória, eles compartilham massa, ou algo assim?

Que eles tem o mesmo desenho. Então se o desenho da forma “mestra” se altera as cópias instanciadas se alteram. :wink:

Qual o paradoxo que estamos tentando evitar? Um projétil ter dois alvos equidistantes e não poder decidir entre eles?

Este provavelmente seria um deles. Mas um outro seria querer formar duas frases com sujeito verbo e predicado com as mesmas palavras, nas mesmas posições e significados diferentes.

1. Uma vez inserido, um alvo se mexe?
Sim.

2. Se vários alvos estão no mesmo lugar (já que vieram do mesmo ponto), um projétil acerta todos quando colide com um deles?
Não sei. No momento estou considerando que não há alvos sobrepostos: No cenário que eu estou trabalhando, eles são inseridos em intervalos e se movem constantemente em linha reta até serem removidos depois de um tempo.

3. Uma vez que um projétil elegeu um alvo, ele pode mudar? Por exemplo, quando outro alvo aparece mais perto que o anterior?
Seria conveniente se pudesse.


#4

Se entendi direito, sua preocupação é renderizar um mesmo modelo (literalmente o mesmo modelo) em posições diferentes ao mesmo tempo?

Se for isso, então não deveria ter problema, pelo menos do ponto de vista de implementação: tem só uma geometria, mas você manda ela várias vezes para a placa de vídeo desenhar, cada vez associada a uma transformação diferente.

O que teria problema é se você quisesse deformar cada instância do modelo individualmente. Não é impossível, mas é bem mais complicado.


#5

Oi Wil!

O desenho (o “contorno das formas”) não tem sido problema, porque ele não é atulizado em tempo real, graças a deus. xD

O que eu estou observando é que este contexto parece levar a diversas contradições lógicas.

Ou ainda: o entendimento de algumas limitações. Me pergunto se não é o caso de tirar proveito de algumas destas limitações. Em outras palavras: o que definiria a mecânica dos acontecimentos seria a resposta das perguntas que você colocou; conforme a resposta dada as perguntas que você fez, teríamos um determinado “jogo”.


#6

Vixe, acho que entendi bastante errado então. O problema não é técnico, é de modelagem mesmo?

Você tem alguma característica específica que está buscando nesse sistema? Ou é algo mais exploratório mesmo?


#7

eu tô bem perdido :stuck_out_tongue:
qqtáconteceno?


#8

Oi gente!

Na mosca Wil! É algo exploratório mesmo!

Acho que no final das contas é uma receita bem básica e simples para criar videogames. :slight_smile:

Tipo, dado o contexto definido pelo enunciado primeiro voce responde as perguntas do Wil, dependendo das respostas, você embrulha o resultado em um determinado visual / estilo. Neste caminho o visual ou estilo está subordinado a lógica. A partir daí, voce sabe que determinadas mecânicas não serão possíveis, devido a contradições lógicas inerentes/impostas ao/pelo sistema. :wink:


#9

Ok, então, voltando à questão original:

Sim, eu diria que tem várias maneiras dessa situação não representar um paradoxo. De certa forma, só de você ter vários projéteis, cada um cuidando da sua vida, mas todos usando o mesmo modelo 3D, você já satisfaz os quesitos. Tudo depende bastante do que você quer dizer com “cópia instanciada” (e minha mente de computeiro obviamente pendeu para o significado técnico institivamente).


#10

Acho que nós só estamos brisando muito. Qualquer apego ao conforto de uma sequência bem comportada de proposições univocamente definidas foi há muito defenestrado.


#11

É isso aí!

Não leve a sério não José, é só um brainstorm.

Wil: Cópia instanciada no contexto de desenho técnico é quando você tem a cópia de um desenho e ela muda “automaticamente” após um processo de edição.

Assim se você tem uma cabeça de de Pinocchio e muda o nariz, depois que você finaliza a edição a outra cabeça de Pinocchio (cópia instanciada) também fica com novo tamanho de nariz. (Um exemplo ; )


#12

Mas isso é o que mais acontece na vida real, é a magia da interpretação e todas as simultaneidades de significados que a essência de coisas trazem junto delas


#13

SIm! Fato!
Confesso que fiquei insatisfeito com esta definição justamente por este motivo, mas ainda não consegui elaborar outra ̶m̶e̶t̶a̶f̶o̶r̶a̶ analogia mais conveniente.

Talvez seja o equivalente a pensar em projéteis e alvos no mundo real: ainda que possam ter saido da mesma fôrma (uma fôrma de projétil, uma fôrma de alvo por exemplo), não são os mesmos objetos em si :wink: